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"O livro de artista e a enciclopédia visual", baseado na tese de doutorado de Amir Brito Cadôr, será lançado este mês pela Editora da UFMG

O estudo dos livros de artista é apresentado sob a forma de uma enciclopédia, que é ao mesmo tempo um manual de construção de uma Enciclopédia Visual. São mais de 70 verbetes distribuídos em 12 capítulos temáticos, que tratam das poéticas do arquivo, da coleção e do inventário, além da arte da memória, a montagem e a alegoria contemporânea. A poesia visual, a metalinguagem e os paratextos editoriais são destacados noutros capítulos. São abordadas também a produção e a transmissão de conhecimento através de imagens, assim como o uso de mapas, pictogramas e diagramas em livros de artista. São reproduzidas mais de 150 obras, sendo que a maioria dos livros estudados pertencem à Coleção Livro de Artista da UFMG.
O design do livro é da Casa Rex, de Gustavo Piqueira. A publicação contou com apoio da Fapemig.

Coleção: Artes Visuais
Ano | Edição: 2016 | 1ª
Páginas: 656
Editora:UFMG
Dimensão: 23 x 16 cm
Preço: R$ 88,00


http://amirbrito.blogspot.pt/

PortoLazer lança convocatória aberta para residências artísticas no Espaço Montepio

15-01-2016
Após o encerramento do Edifício AXA, a PortoLazer avança em 2016 para um novo espaço na Avenida dos Aliados, cuja dinamização terá início já neste mês de janeiro, com o lançamento de uma convocatória aberta para residências artísticas.
As residências artísticas destinam-se a estudantes do ensino superior, jovens criadores e curadores emergentes. Procuram-se propostas de diferentes áreas: arte urbana, arquitetura, performance arte, pintura, escultura, instalação, ilustração, fotografia, vídeo, multimédia e curadoria.

A iniciativa procura formas criativas e inovadoras para o desenvolvimento urbano da cidade. E, para isso, desafia a comunidade de jovens artistas e curadores a participar num espaço de trabalho partilhado, onde terão a oportunidade de expor as suas criações. O Espaço Montepio vai assim ganhar uma nova utilidade, abrindo-se à cidade enquanto "palco" informal e enquanto espaço de formação, criação, produção e apresentação. Um local de proximidade, contacto e partilha entre criadores, mas também entre os diversos agentes das artes e o público.

Entre fevereiro e junho de 2016, acontecerão duas fases de residência artística e o trabalho produzido será, por isso, exposto em dois momentos. Os artistas podem candidatar-se individual ou coletivamente. Para conceção das peças artísticas, a PortoLazer atribuirá até 750 euros por projeto selecionado (máximo de quatro em cada fase). 

Aqui fica o calendário da iniciativa com as suas diferentes etapas:
> 1.ª fase de inscrições: 16 de janeiro a 11 de fevereiro de 2016
- Início da residência artística: 22 de fevereiro até 20 de Março 2016
- Início da exposição coletiva: 26 de março (aproximadamente um mês)

> 2.ª fase de inscrições: de 12 de fevereiro 2 de março de 2016
- Início da residência artística: 30 de março até 7 de maio 2016
- Início da exposição coletiva: 14 de maio (aproximadamente um mês)

http://www.portolazer.pt/noticias-porto-lazer/portolazer-lanca-convocatoria-aberta-para-residencias-artisticas-no-espaco-montepio

Livros de artista online

um site de pesquisa fundamental!

http://www.artistsbooksonline.org/

Site Mission

Artists' Books Online is designed to promote critical engagement with artists books and to provide access to a digital repository of metadata, scans, and commentary. The project serves several different communities: artists, scholars and critics, librarians and curators, and interested readers. ABsOnline operates as an online collection with curatorial guidelines established by an advisory board of professionals. Founded in 2004 ABsOnline is an ongoing project hosted at the University of Virginia under the direction of Johanna Drucker and with assistance from staff and interns working with the University Library and its units in digital scholarship. Anyone interested in participating in the project should contact us directly for guidelines on submissions.


Site Basics: The Conceptual Framework of Artists' Books Online

ABsOnline consists of files that display artists' books, exhibits, essays, and links to other collections or resource materials for this field. There is an index of agents (authors, publishers, binders, printers etc. of books and works represented), titles (of works, books, and sometimes objects), contributors (authors of essays, exhibits, commentary), and of collections and other resources. The indices are currently under development.
The core of ABsOnline is the presentation of artists' books in digital format. Books are represented by descriptive information, or metadata, that follows a three-level structure taken from the field of bibliographical studies: work, edition, and object. An additional level, images, provides for display of the work from cover to cover in a complete series of page images (when available), or representative images.
A basic understanding of the way the categories work, edition, and object are understood will be helpful for anyone using this collection, either as a contributor or a reader. The three levels operate according to a hierarchy, and each lower level "inherits" the properties of the category above (an object has all the characteristics of the edition of which it is a part, for instance).
Work: The highest category in the hierarchy should be understood as the overall idea or concept for the project as a whole. An example might be Pattie Belle Hasting's Scarlet Genome, which is conceived as a work with performances, a book, other documentation, and component parts. A "work" cannot be copyrighted, only elements within it that are actually produced are subject to copyright protection. The category of work is used to organize all the many component parts of a project, but anything related to actual production should go either at the edition level, or (in certain cases) with the object.
Edition: This includes all production information and materials for an edition, including but not necessarily limited to the actual texts, images, layouts and dummies, manuscripts, correspondence about production or reception, edition size, physical characteristics, design, and so on. A work may have several editions, and an edition will contain one or more objects.
Object: At this level a specific object, or instance, is being described. In cataloguing or description, this is the example one has in one's hands, and it will likely have some individuating characteristics: an inscription, a number, damage, repairs, anomalies from the printing process, an individual or unique binding, a provenance, an owner, and so on.
Images: These are page images from front to back, including spine, foredge, covers, end sheets, blank pages, and so on. We chose the page instead of the spread for maximum flexibility, but artists' chosing to scan their work in spreads will be able to display them in this manner.
Exhibits are curated by contributors in this online environment in exactly the same way they would be in a gallery setting. Exhibits have a theme, focus, or idea at their core and are accompanied by a statement or texts and become a permanent part of the site.
Essays are written by contributors who are either solicited or who propose a piece for publication. Essays draw on and contribute to the ABsOnline collection and become a permanent part of the site.
Collections are either linked to redirect a user to another site or are aggregated virtually in a way that allows them to appear seamlessly integrated into ABsOnline.
Indexes are organized by agent (works on the site), contributor (to the site), essay title, exhibit title, and collections.
A note on nomenclature: many of the terms used in this site, like "agent" to stand for any of the roles (author, printer, illustrator, publisher, binder, photographer, designer, etc.) that an individual might play in the conception or production of a work, are defined in the glossary. The nomenclature is taken from bibliographical conventions of professional cataloguing and descriptive methods. It is not meant to be confusing, but it may be unfamiliar, and every effort has been made to be consistent throughout the site, and to make the glossary complete. Please contact us with any questions or confusions.

Livros: a aventura da autopublicação POR DANIEL CARIELLO, em Outraspalavras.net

Feira Plana, evento de venda de livros, fanzines e impressos independentes que acontece anualmente em São Paulo
Feira Plana, evento de venda de publicações independentes que acontece anualmente em São Paulo
Como quatro autores criaram selo editorial alternativo, lançaram suas obras sem intermediários, tiveram êxito e podem ser seguidos por gente como você
retirado de:
http://outraspalavras.net/posts/livros-a-aventura-da-auto-publicacao/
Por Daniel Cariello
Em 2007, fui morar na França. Meu francês se limitava a “croissant” e “quatre-vingt”, que significa “oitenta” e eu conhecia porque achava muito estranho eles dizerem “quatro vinte”, fazendo conta para falar um número. As descobertas iniciais na nova casa foram tão intensas que criei o site Chéri à Paris, no qual postava crônicas semanais sobre a vida de um brasileiro na terra do fromage. Logo elas passaram a ser republicadas por veículos como Outras Palavras, Le Monde Diplomatique online, Magazine Brazuca (em Paris) e UOL.
CHERIPARIS_Capa_F02.inddUm ano depois, recebi e-mail de uma editora: “Adoramos seus textos. Avise-nos se quiser lançá-los em livro”. Claro que queria, era o meu sonho! Respondi na hora e já passamos à discussão de detalhes do contrato. A dona da instituição me confessou ser apaixonada por tudo o que diz respeito à França. Desconfio que era também interessada por druidas e suas magias, pois, assim como apareceu do nada, sumiu pouco tempo depois, sem deixar vestígios. Verdadeira Panoramix moderna.
Se a poção mágica de sumiço que ela tomou me deixou triste por um lado, por outro me motivou a fazer um projeto enviá-lo a editoras, escritores, críticos e a todo mundo que tivesse alguma relação com o mercado editorial. O que não sabia, no entanto, é que aquela recusa era apenas a primeira de uma longa série de “não, obrigado”, “não há interesse por crônicas”, “não há planos de novos lançamentos esse ano” e diversas outras variações introduzidas pelo monossílabo de negação. Cansado, quase desisti de publicar o Chéri à Paris.
Autopublicação?
“Daniel, você precisa lançar um livro”, dizia a lacônica mensagem que recebi às 23h de uma terça-feira vulgar de setembro do ano passado, enviada pelo amigo e escritor Yury Hermuche. De bate pronto, devolvi o desafio. “Ok, mas só se você também escrever um e lançarmos juntos”. Ele topou. E aí me dei conta de que não tínhamos editora. E eu não sentia nenhuma vontade de correr atrás novamente. “Pra quê?”, ele perguntou. “Autopublicação. Você vai ser seu próprio editor. E a tiragem se paga rapidamente, você vai ver”.
TEXTO-MEIO
A rua de todo mundo - Carolina NogueiraA ideia de convidar as amigas Carolina Nogueira e Gabriela Goulart Mora a participarem com a gente foi natural. Achei que tinha tudo a ver elas colocarem no papel um pouco de suas experiências distantes: Carolina, em Paris; Gabriela, na Índia. Terminamos os quatro livros no tempo recorde de dois meses. E decidimos criar um selo para reuni-los. Afinal, se a amizade nos unia, a temática dos livros (distância, estranhamento e viagens) também nos era comum.
O selo Longe já nasceu com os genes da independência e da autopublicação, bem explícitos no manifesto publicado em nosso site: “Com todo respeito ao mercado editorial, (…) nosso negócio é outro. Queremos escrever livros, contar nossas histórias, compartilhar nosso universo – e queremos ser lidos. Só isso”. E continuamos: “Aliás, o gosto pelo papel também tem a ver com a decisão. Escolher a gramatura, a textura da folha que vai receber nossas ideias, a fonte com que serão compostas páginas (…) – por que diabos delegaríamos tudo isso a outra pessoa?”
Anti-heróis e aspirinas - Yury HermucheMas funciona?
E muito. A noite de lançamento do Longe reuniu mais de 1.000 pessoas no Cine Brasília, o cinema mais tradicional da cidade. Ali, vendemos 700 livros e praticamente pagamos as tiragens. Depois, como não temos distribuidora, criamos sites individuais e um coletivo, para o selo, onde os livros estão à venda. E firmamos parcerias com diversos pontos de comercialização, dentro e fora de Brasília.
O reconhecimento veio ainda de outras maneiras. Toda a mídia local escreveu sobre o Longe, assim como diversos veículos nacionais. Além disso, A Rua de Todo Mundo, da Carolina, foi escolhido para ser oficialmente lançado pela II Bienal do Livro e da Leitura, que ocorre em abril, em Brasília; Anti-heróis e Aspirinas, do Yury, teve mais de 100 mil downloads de seu e-book em inglês e de sua trilha sonora; e Depois das Monções, da Gabriela, ficou entre os 20 mais vendidos da loja Amazon, em março.
Já o Chéri à Paris foi destaque em veículos como Folha de S. Paulo, Estado de Minas, Diário de Pernambuco, Educar para Crescer, Rádio Senado e CBN. O e-book, que eu mesmo formatei e publiquei, foi duas vezes o mais vendido da loja Amazon. Entre livros físicos e digitais, Chéri já vendeu mais de 1,2 mil cópias em pouco mais de 3 meses, o que é um feito considerável para o mercado editorial tradicional. E quase heróico para o independente.
Depois das monções - Gabriela GoulartA iniciativa vem sendo tão bem sucedida que autores que antes apostavam na publicação tradicional, via editora e distribuidora, já estão nos contactando. A autopublicação é um caminho sem volta. E que vai longe.
Conheça:
Chéri à Paris – www.cheriaparis.com.br
Selo Longe – www.muitolonge.com.br

PLATAFORMA DAS ARTES ACOLHE FEIRA DE EDIÇÕES JÁ AMANHÃ

A Feira de Edições TRANSFER realiza-se já este sábado em #Guimarães, no âmbito do ciclo expositivo patente no Centro Internacional das Artes José de Guimarães (CIAJG), que explora a imagem produzida através de contacto ou por transferência.

Este evento de carácter laboratorial em torno do livro de artista e do experimentalismo editorial terá lugar entre as 11h00 e as 20h00 do dia 05 de abril nos Ateliers Criativos e no CIAJG, espaços integrados na Plataforma das Artes e da Criatividade.
A feira inclui oficinas, lançamentos e música ao longo de todo o dia e a entrada é livre.

Programa completo do evento disponível emwww.ccvf.pt.


Andrew Scott Ross’ Elaborate Paper Dioramas Recreate Ancient History by Pauli Ochi

Artist Andrew Scott Ross is interested in the ancient past, and uses it to better understand the present. Curious about the way museums present items from the past, Ross creates paper-dioramas, drawings and sculptures to display his own versions …

O artista Andrew Scott Ross está interessado no passado antigo e usa-o para compreender melhor o presente. Curioso sobre a maneira como os museus apresentam itens do passado, Ross cria papel-dioramas, desenhos e esculturas para exibir as suas próprias versões...

Paper Diorama's
Paper Diorama's
Paper Diorama's Paper Diorama's
Artist Andrew Scott Ross is interested in the ancient past, and uses it to better understand the present.  Curious about the way museums present items from the past, Ross creates paper-dioramas, drawings and sculptures to display his own versions and representations of history.
In his 2013 work Tilden and the Theban Hero, for instance, Ross used photographic reproductions of Greek and Roman art from the Michael C. Carlos Museum near Emory University’s campus as a point of departure.  He then cut by hand several elements and combined them to create an imaginative, large-scale installation.  The piece employs Greek mythology as well as elements of Ross’s personal history.  Informative, fun and engaging, Ross’ installations almost come to life before a viewer’s eyes.
See his work later this summer at the Winter Gallery at Millersville University in PA.
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Andrew Scott Ross5  Andrew Scott Ross_sighting_2004Andrew Scott Ross_mycenturyzoo2011_Andrew Scott Ross_mycenturyzoo2011_1Andrew Scott Ross_mycenturyzoo2011

Letras na Avenida leva livrarias à baixa do Porto

retirado de porto24.pt // texto por Mariana Marques
A partir desta sexta-feira e até ao próximo dia 28, a Avenida dos Aliados, no Porto, vai estar mais animada, com literatura e outras formas de expressão artística. O Letras na Avenida, a alternativa à Feira do Livro, suspensa este ano por falta de verba, tem como objectivos promover a leitura e incentivar os hábitos de consumo de produtos culturais.
Ao contrário do certame organizado pela Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL), o Letras na Avenida aposta nas livrarias portuenses e não nas editoras, como acontece no mercado normal. É a primeira vez que participam apenas as livrarias, embora algumas editoras estejam presentes através destas.
Os livreiros com quem o P24 falou mostraram-se entusiasmados com a iniciativa. “É uma feira em que vão ser os livreiros que vão estar presentes. É algo inédito, que nunca aconteceu”, adiantou Dina Ferreira da Silva, proprietária da livraria Poetria.
De acordo com o que divulgou, em comunicado, a Câmara Municipal do Porto, o evento vai contar com a presença de livrarias com maior tradição na cidade, como a Imprensa Nacional Casa da Moeda ou a alfarrabista Moreira da Costa (a mais antiga da invicta), mas também de outras mais recentes, como a Book House ou a Poetria. A autarquia organiza o evento juntamente com a cooperativa cultural CulturePrint, responsável pelo Bairro dos Livros, um evento mensal que acontece em livrarias e outros espaços da baixa. Para além das livrarias, terão expositores a Universidade do Porto, o Instituto Piaget, o Cineclube e o Inatel.
Algumas das livrarias presentes no evento vão representar o catálogo de editoras, como é o caso da Poetria. Segundo Dina Ferreira da Silva, dona da livraria, esta situação é vantajosa. “Temos que pagar uma renda de 300 euros, não muito alta comparativamente com o que os editores pagavam à APEL, na Feira do Livro. No meu caso, consegui uma exclusividade com a editora Relógio d’Água, que me disponibiliza todo o catálogo para estar lá à venda. Portanto, a Relógio d’Água contribui com a maior parte da despesa, fez-me preços dos livros bastante vantajosos de forma a poder fazer preço de feira ao público”, adiantou a proprietária, entusiasmada com o evento.
Dina considera que o Letras na Avenida não substituirá a tradicional Feira do Livro, que não aconteceu este ano devido ao facto de a Câmara do Porto ter cortado o apoio de 75.000 euros à APEL e de esta não ter verba para realizar o evento. “Continuo a achar que é lamentável que não tenha existido a Feira do Livro. Este evento é uma alternativa, uma forma de os livreiros poderem estar na primeira linha e, se tudo correr bem, até pode fazer história”, afirma Dina.
Miguel Carneiro, sócio-gerente da alfarrabista Moreira da Costa, também se mostra entusiasmado com o Letras na Avenida. Devido aos altos preços de inscrição para a Feira do Livro, que chegavam perto dos 2.000 euros, a Moreira da Costa não participava no evento há mais de 10 anos. Miguel considera que o Letras na Avenida é mais benéfico. “Este evento é feito pelas livrarias da cidade do Porto, logo é muito mais vantajoso porque as livrarias é que representam as editoras e sabem mais dos livros que vão estar expostos.”
Apesar de a livraria Lello não estar presente no evento, Antero Braga, um dos proprietários tem uma opinião positiva acerca do Letras na Avenida. “Penso que se este evento for bem organizado, substitui com vantagem a Feira do Livro”, considera Antero, que alerta para a difícil situação dos livreiros. “Têm vindo a acabar, não só na cidade do Porto como no resto do país. Tem sido obviamente por prepotência de desigualdade de tratamento relativamente aos livreiros para com as grandes companhias: supermercados, FNAC’s, Bertrand’s”, considera o proprietário.
Bairro dos Livros anima o evento
O Letras na Avenida contará uma programação vasta e ecléctica. O certame vai ter animação cultural de manhã à noite: concertos, lançamentos de livros, tertúlias em espaços comuns, sessões de autógrafos. Destaque para a estreia do documentário “Juntos”, do maestro António Vitorino de Almeida, que foi feito após o 25 de Abril de 1974 e será exibido pela primeira vez em Portugal no Letras na Avenida.
A iniciativa “Conversas históricas” em torno da obra de autores clássicos, que habitualmente fazem parte da programação do Bairro dos Livros, é outra das actividades com destaque no Letras na Avenida: declamadores de poesia trabalham a obra de autores que já faleceram e respondem em nome do autor. É uma forma de as pessoas aprenderem a obra sem ser através da leitura ou de uma adaptação cinematográfica.
O Stand Up Poetry, a Hora do Conto, cinema de animação, um espectáculo de marionetas e oficinas de expressão plástica completam a oferta desta alternativa à Feira do Livro.

PURE PRINT Classical Printmaking in Contemporary Art // Workshops

Workshops will be dedicated to: The general conceptual aspects of printmaking such as imprint­ing, reproduction, seriality, physicality and translation. Workshops on concept application of print and printmaking into collaborative projects, opening up new possibilities and perspectives on crea­tive practice based on accessibility, old and new formats of art­ist’s books publishing, that is, developing opportunities to get professional fine art printmaking skills into the hands of as many print practitioners as possible.
To specific technical aspects of printmaking, the transferred image, the possibility of multiples, the obsession with the media and craft of printmaking, with intrinsic qualities of the materials as in the poetic associations they embody. How such approaches question the assumed immediacy and directness of drawing as well as its proximity to the body? Which expressive potentials can they claim to achieve? Workshops on traditional formats and clas­sical printmaking techniques
To highlight printed material’s relevance to contemporary art, the significance of the choice of medium, its intrinsic qualities and the skilled craftsmanship with which it is executed, the inherent visual appearance resulting from each process. Workshops will introduce print and the influence of digital technologies and new media.
To highlight the potential of an infinite flexible, accessible art form, through case studies of artists work, new media, and tech­niques including ephemeral work, appropriated objects, print on alternative and new surfaces (glass, ceramics, concrete, leather, metal, plastic and textiles), use of unusual materials and tools, creating links with industry within an art research practice and the use of innovative expertise. Workshops will expand techno­logical borders.

For enrollment on the workshops, please contact Ana Cachucho.

List of Workshops:
16-17 September

17-20 September

16-19 September

30 September to 2 October

7 to 9 October

14 to 16 October

21 to 23 October

28 to 29 October

4 to 8 November

11 to 15 November (TBC)
Andrew Folan: TBA

18-19 November

25-28 November

25 to 29 November
Jeffrey Sarmiento: Fusing decals

2 to 5 December (TBC)
Wilma Lok: Pure Print Única
Unique Prints from unrepeatable supports: oil based or water based Monotypes with subtractive or additive methods. Masks and Indirect (offset) Printing.

25-28 November

26-19 December

TBC
Vanessa Cutler: TBA

TBC
Walter Batilloro: TBA

Participation fees: 
FBAUP students or from other Organic Institutions belonging to the University of Porto (UP)
Workshops with 3 sessions – 30€
Workshops with 2 sessions – 20€

Teachers, employees and ex-students from FBAUP or other Organic Institutions belonging to the University of Porto (UP) / Members or collaborators from i2ADS
Workshops with 3 sessions – 50€
Workshops with 2 sessions – 40€

General Public
Workshops with 3 sessions – 60€
Workshops with 2 sessions – 50€

More Informations: http://pureprint.fba.up.pt/

Atelier de Tipografia e Edições "O homem do saco" (em La prensa . Notícias)

Com formação em Belas Artes, o ilustrador e tipógrafo nas horas livres, Luís Henriques,membro fundador do atelier "O homem do saco", dá a conhecer, em entrevista à La Prensa, um espaço onde a tradição ainda pulsa e resiste à voracidade comercial. Aqui imprime-se com tempo e paciência, numa inversão completa do ambiente comercial que domina a indústria gráfica de hoje.

Como surgiu a ideia de criar o "O Homem doSaco"?
A associação nasceu em novembro do ano passadona sequência da cisão 
de uma anterior associação da qual também fui fundador, a Oficina do CegoPor motivos de divergência em questões estratégicaseu e outros
membros do grupo avançámos para este projetoao qual se juntaram outras pessoas com interesse
pela edição. No fundo somos uma espécie de tipógrafos amadoresProcuramos imprimir o melhor possível,
privilegiando uma certa invenção e uma certa liberdade. A nossa ideia sempre foi unir um grupo de pessoasligadas à
pequena edição permitindo explorar outras possibilidades dimpressãooutros materiais
que não são habituais nos dias de hojeSomos atualmente um grupo de nove pessoas, do qual fazem partepara além de mimEduardo BritoRicardo Castro, Manuel Diogo,
Luís FrançaRui Miguel Ribeiro, Mariana Pinto dos Santos, Joana Gama Joana Pombo, e demos à associação o nome de Landscapes d'Antanhonuma espécie de homenagem ao pintor
Eduardo Batardaque utilizou esta expressão num a aguarela, e à qual achámos piada.
quais são os vossos objetivos
Pretendemos usufruir da ideia de máxima liberdade de trabalho e de criaçãoPretendemos,
sobretudofazer as nossas próprias ediçõesocasionalmente aceitando outros trabalhos.
nossa preocupação não é conquistar mercadomas sim produzir edições, de pequena tiragem,
controlando todos os passosdesde a escolha do papelao design e à impressão.
Atualmente disponho de mais tempo para este projetomas todas as pessoas deste grupo
têm o seu empregoeste é um trabalho que fazemosparalelamentepor gosto.
Queremospor issoaproveitar bem este tempo e, por issotrabalhamos com grande liberdade.
Temos material tipográficoque está à disponibilidade dos membros da associaçãoalguns dos quais
têm pequenas editorasnomeadamente a Pianola, a MomoDiário de um Ladrão,
Edições 100 Cabeças e a Troppo Inchiostro. No fundo, a associação acaba por responder
às necessidades dos próprios membros e penso que podemos dizer, apenas por graçaque
formamos um grupo editorial. Também pretendemosporque gostamos muito de o fazerpromover sessões públicascerca de uma vez por mêsembora sem uma regularidade fixa, em que abrimos as portas para que as pessoas assistam ao nosso trabalhoAnunciamos as datas
antecipadamente no nosso blog. Na última sessãopor exemplofizemos a impressão de um pequeno livro.
porquê o nome "O homem do saco"?homem do saco é o nome do espaçoporque estamos localizados na Rua do SacoNa verdadenós
brincamos um pouco com istoporque vamos inventando nomes e marcas à medida que fazemos novos
trabalhos (risos).
Que equipamento têmatualmente?Temos algumas prensasrecebemos  relativamente pouco tempo uma Minerva, temos uma prensa
de gravura e um preloGostaríamos de encontrar uma Vander cookque é um pouco mais sofisticada,
faz tintagemvisto que o que temos atualmente é um prelo de tirar provas.
Entretanto, nos últimos anoseu e outro membro fundador da associação, Manuel Diogo, com quem iniciei aventura da tipografiacontactámos alguns tipógrafos que estavam a vender equipamentos antigosTemos tentado encontrar material para comprar, a um preço justopara depois o recuperaresta é uma vertente muito interessante da
nossa atividade porque conhecemos pessoas muito interessantesgeralmente tipógrafos que
ainda têm equipamento antigo, e que querem libertar espaço. O problema é que por vezes existe alguma especulação à volta destes materiaisporque atraem
outros interessesnomeadamente em termos de colecionismonós pretendemos o material para trabalhar. No entantoao longo do tempo temos conseguido reunir equipamento e material. Recentemente adquirimos, a uma tipografia de Santarémdois cavaletes e uma Minerva.
têm conseguido obter lucro da vossa atividade?Nãoainda nãoÉ possível até que tenhamos algum prejuízotendo em conta que temos despesas
fixasnomeadamente a renda do atelier.
Na verdadeainda não obtivemos lucroporque nos dedicamos fazer este tipo de objeto, a alimentar este tipo de ediçãoque não é dirigida amassas. Se conseguíssemos sustentar espaço e retirar algum excedente seria bommas de qualquer forma
somos uma associação sem fins lucrativos, o que faz com que qualquer lucro que se obtenha
reverta para a própria associaçãoque pretendemos, em termos mais imediatosé compensar
investimentopagar as despesas fixas com a produção e, posteriormenteconseguir um fundo que
nos permita adquirir mais materiaisnosso objetivo passa por fazer com que a associação cresça e
tenha mais capacidades de impressãopara podermos fazer outro tipo de ediçãomas não temos a 
intenção de entrar no mercado comercial.
E se uma empresa quiser fazer uns convites especiais e recorrer ao vosso atelier?Embora não seja o nosso objetivopodemos fazê-loaté porque é uma fonte de rendimento.
Mas não é prioritário, a nossa prioridade passa por seguir um programa editorial próprio,
trabalhando com os autores de quem gostamos. No fundomanter a atividade o mais próxima possível
daquilo que gostamosMas também temos encomendas…
Têmapesar de tudoretirado algum rendimentos dos trabalhos que desenvolvem?As edições que vamos produzindo proporcionam algum rendimentomas como as pessoas que estão
ligadas ao projeto não têm muita disponibilidadevamos trabalhando com alguma limitação de tempo.
Produzimospor exemplomodelos de livros de pequeno formatocomo este
(segura um pequeno livroque segue este modelo, com um poema muito curto, um aforismo, e uma ilustraçãoPublicámos algumas obras com a chancela da Pulcino Elefante,
editora do tipógrafo Alberto Casiraghyque  visitou o nosso atelier.
Produzimos quatro livros com ele e,posteriormentemais quatro, com um nome de editora
que inventámos por graça, a "Edizioni Troppo Inchiostro", porque ele queixava se que colocávamos
demasiada tinta (troppo inchiostroem italiano).
Leia o entrevista completo na edição 11 da Revista LA PRENSA - Leia mas
de Luís Henriques

tipografia está viva. Viva a tipografia!

Um grupo de amigos, entusiastas da pequena edição criativauniu-se à volta de um conceito que vive e respira a arte da antiga tipografia. No atelier "O homem do saco", em Lisboaencontram-se prelosprensasuma Minerva, e gavetas recheadas de tipos. Um cenário contrário à tecnologia de ponta que domina o atual mundo das artes gráficasAqui fervilha criatividade e paixão pela arte de imprimirà velha maneira artesanal.